No dia 5 de outubro não foi feriado nacional e, segundo consta, as comemorações da Implantação da República Portuguesa (nada de muito importante, portanto..) foram pouco pouco comemorativas. No entanto as redes sociais encheram-se de imagens e textos sobre o Dia Mundial do Professor. E que dia tão importante!
Os professores sempre foram uma parte importante na minha vida. Sempre tive consciência da sua importância na minha educação e formação. A começar pela primeira de todas, a professora Ana!
Não vou mentir, a minha entrada na escola primária não foi fácil. Nunca tinha andado no infantário, estava habituada a estar com a minha mãe o dia todo. Nos dois primeiros dias chorei quando ela me deixou. Fiquei na sala do 2º ano nas primeiras horas porque a professora morava umas casa ao lado da minha. Mas, aos poucos, o sorriso e as palavras meigas da professora Ana conquistaram-me e hoje, passados 20 anos, continuo a escrever-lhe no Natal a contar as novidades. Nunca me esquecerei de como era doce, da sua caligrafia perfeita e dos seus incentivos importantes quando me debatia nos cálculos mais difíceis.
Depois, no 2º ciclo, a professora de português. Calma, carinhosa, com uma voz fantástica. Era a minha disciplina favorita (sempre foi, de resto) e a professora também. Do 3º ciclo não esqueço o professor de Ciências, brincalhão mas incisivo e as professoras de História, que fizeram com que me apaixonasse pelo "passado".
No ensino secundário, não há dúvida: ninguém me marcou como a professora de Português do 11º ano. Foi a professora mais apaixonada que tive e que conheci. entregava-se às aulas, aos alunos mas, sobretudo, às obras. Ao longo desse ano percebi que a língua e a literatura portuguesas eram também o meu caminho, ainda que fosse aluno do curso Científico-Natural! Reencontrei-a há uns anos, em contexto de diversão, e que bom que foi, que é, poder voltar a falar com ela.
Também ficaram marcas da faculdade, como não podia deixar de ser. Muitas marcas. Foram as marcas que definiram o meu caminho e ajudaram a amadurecer a minha forma de pensar e de estar perante a literatura.
Um obrigado seria a palavra menos adequada para expressar o que todas estas pessoas fizeram por mim!
Hoje em dia, não sendo mais aluna, convivo lado a lado com professores. Alguns deles, os meus melhores amigos. E tenho um orgulho desmedido neles porque sei que aquelas pessoas são maravilhosas, são apaixonadas pelo seu trabalho e só podem ser para os alunos aquilo que os meus professores foram para mim!
Parabéns M, I, J, A, B, S, D, L, S, A.. Parabéns a todos os professores pelo seu trabalho, pelo seu esforço diário, pela coragem para enfrentar desafios constantes.
"Ser professor é ser artista malabarista"
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Sol de outono
As últimas framboesas.
O sol morno no céu azul.
As folhas que caem das árvores
O canto dos pássaros que segreda um até já ao verão.
Um livro no colo.
A vida em forma de poema.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Comunicando
O último texto para o JoviJovem foi sobre o importante papel da comunicação social. Numa semana marcada pela drástica crise na Grécia e pela morte de uma figura incontornável da sociedade e da cultura portuguesas, Maria Barroso, fica uma reflexão sobre um instrumento indispensável à sociedade do séc. XXI.
Comunicando
“o
tempo e o espaço foram superados, e o homem tornou-se um cidadão do mundo,
co-participante e testemunha dos acontecimentos mais distantes e das
vicissitudes de toda a humanidade.” Estas foram as palavras do Papa Paulo VI na
mensagem que escreveu para o 1º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a 7 de
maio de 1967.
Esta
celebração foi proposta no Concílio Vaticano II e teve como objetivo
sensibilizar a Igreja e a comunidade católica para a importância que os meios
de comunicação social já assumiam na época.
Se
na década de 60 os meios de comunicação social eram muito importantes,
actualmente podemos dizer que são imprescindíveis. Os jornais, a rádio, a
televisão e até o cinema fazem parte do dia-a-dia de grande parte da população
mundial e estão, cada vez mais, à distância de um mero “clic”. A Internet é, em
plena segunda década do século XXI o meio de comunicação social por excelência,
encerrando nela todos os outros já existentes e acrescentando as redes sociais,
através das quais podemos entrar em contacto direto com o outro lado do mundo.
Aquando
da instituição da primeira comemoração desta data, o Papa Paulo VI lembrava que
a missão dos meios de comunicação social era a de divulgar a palavra, difundir
o pensamento, a imagem, a informação, a publicidade. Contudo, deixava também a
ressalva de que ao concretizar a sua missão, os meios de comunicação social
exerciam uma forte influência na opinião pública e no modo de pensar.
De
facto, aquilo que lemos nos jornais, ouvimos na rádio ou até mesmo o que vemos
num filme influencia a forma como vemos tudo o que nos rodeia. Mais ainda
quando se trata da população mais jovem, aberta a novas descobertas em todas as
áreas, disposta a descobrir tudo o que a rodeia. Por isso os meios de
comunicação social devem concretizar a sua missão com o máximo de
responsabilidade, fugindo à publicidade enganosa. Da mesma forma, quem recebe a
informação deve procurar saber ler nas entrelinhas de maneira a não correr o
risco de se deixar levar por informação incompleta ou enganosa.
Por
outro lado, os meios de comunicação também não podem ser sujeitos a pressões
indevidas e ilógicas, quer sejam políticas ou económicas, que limitem a
liberdade de expressão e o dever de informar a sociedade. Infelizmente, em
pleno século XXI, todos temos consciência de que isso ainda acontece em todas
as partes do mundo. Torna-se assim também um dever de cada um de nós o de
procurar, pesquisar, denunciar até.
No
Concílio Vaticano II a Igreja mostrou-se preocupada com aqueles que trabalham
para nos manter a par da atualidade, de tal forma que, todos os anos, no
domingo que antecede o Pentecostes, todos os católicos rezam por eles e se
comprometem a estar atentos ao mundo que os rodeia.
A
comunicação social é e vai continuar a ser uma das ferramentas mais preciosas
para uso da humanidade. Parte de cada um de nós, profissional ou não, saber
fazer dela o uso mais sábio.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
São João
Cá em casa não houve sardinhada, quer dizer, houve uma sardinhada precoce!
Também não fui ver o maravilhoso fogo de artificio do Porto. Pra ser sincera até adormeci a vê-lo na TV...
Mas o meu São João foi delicioso. Fez-se no domingo anterior, pelo Porto, com o meu primo-irmão, ao sabor dos hambúrgueres do Munchie e dos gelados Santini e ao som dos incríveis Deolinda!
Fiquei fã do restaurante, tendo em conta que não era grande fã de hambúrgueres e também adorei o espaço em que o restaurante está inserido, o Food Corner. Cada vez mais fã de gelados, para mal dos meus pecados... E incrivelmente fascinada com o concerto dos Deolinda. Foi a segunda vez que os vi ao vivo e a terceira que vi a Ana Bacalhau. Que músicos fantásticos, que poder vocal que aquela mulher tem, que interpretações maravilhosas. Sem palavras!
Acredito que o melhor São João ainda está para vir. Mas este foi muito, muito bom!!
Também não fui ver o maravilhoso fogo de artificio do Porto. Pra ser sincera até adormeci a vê-lo na TV...
Mas o meu São João foi delicioso. Fez-se no domingo anterior, pelo Porto, com o meu primo-irmão, ao sabor dos hambúrgueres do Munchie e dos gelados Santini e ao som dos incríveis Deolinda!
Fiquei fã do restaurante, tendo em conta que não era grande fã de hambúrgueres e também adorei o espaço em que o restaurante está inserido, o Food Corner. Cada vez mais fã de gelados, para mal dos meus pecados... E incrivelmente fascinada com o concerto dos Deolinda. Foi a segunda vez que os vi ao vivo e a terceira que vi a Ana Bacalhau. Que músicos fantásticos, que poder vocal que aquela mulher tem, que interpretações maravilhosas. Sem palavras!
Acredito que o melhor São João ainda está para vir. Mas este foi muito, muito bom!!
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Respirar Poesia
Cuidadosos Descuidos
Cuidar na escolha: afiado lápis
que o bico rombo rasga-me as palavras
mas tão macio que as possa romper
quando preciso.
Cuidar na folha: vagoroso brilho,
pronta para o desenho em nota, à margem:´
que tenha humor de verdadeira folha.
Depois vem o pior
que não escolhi-
Ana Luísa Amaral
Cuidar na escolha: afiado lápis
que o bico rombo rasga-me as palavras
mas tão macio que as possa romper
quando preciso.
Cuidar na folha: vagoroso brilho,
pronta para o desenho em nota, à margem:´
que tenha humor de verdadeira folha.
Depois vem o pior
que não escolhi-
Ana Luísa Amaral
quinta-feira, 30 de abril de 2015
De um mundo azul
Houve um tempo em que tudo era azul
E em que o azul era saudade
E sempre que maio chega e se vê o Porto cheio de trajes negros e t-shirts de todas as cores é impossível não lembrar, não reviver na memória aqueles 5 anos.
E a melhor memória há-de sempre ser aquele abraço de capas negras, de saudade infinita...
E em que o azul era saudade
E sempre que maio chega e se vê o Porto cheio de trajes negros e t-shirts de todas as cores é impossível não lembrar, não reviver na memória aqueles 5 anos.
E a melhor memória há-de sempre ser aquele abraço de capas negras, de saudade infinita...
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Tudo tem um fim
Quando nos tiram o chão, mesmo que lá fora seja primavera, os passarinhos cantem e o cheiro das flores voe até ao céu, não há nada que nos faça sorrir.
Em nós fica só aquele nó no estômago, aquela vontade de vomitar e de chorar sem parar.
Vai-se a fome, vão-se as forças, vai-se a vontade de tudo e de nada.
Tudo tem um fim. Sim, todos sabemos isso. Mas viver no faz de conta que o fim não vai chegar é mais fácil, menos doloroso. Estar sempre à espera que ele chegue, viver com isso agarrado a nós, entranhado na pele, é a pior sensação do mundo.
Talvez o problema seja psicológico, não podemos pensar sempre nisso, a vida continua, diriam os entendidos, os psicólogos e os amigos. Mas há dias em que, em nós, a vida não continua. Fica parada naquele momento, naquela notícia. Fica parada naquele nó, como se tivéssemos levado um murro sem reagir. A vida continua lá fora, continua nas pernas e nos braços. Na cabeça e no coração fica parada, angústia seca. Até acabar.
Em nós fica só aquele nó no estômago, aquela vontade de vomitar e de chorar sem parar.
Vai-se a fome, vão-se as forças, vai-se a vontade de tudo e de nada.
Tudo tem um fim. Sim, todos sabemos isso. Mas viver no faz de conta que o fim não vai chegar é mais fácil, menos doloroso. Estar sempre à espera que ele chegue, viver com isso agarrado a nós, entranhado na pele, é a pior sensação do mundo.
Talvez o problema seja psicológico, não podemos pensar sempre nisso, a vida continua, diriam os entendidos, os psicólogos e os amigos. Mas há dias em que, em nós, a vida não continua. Fica parada naquele momento, naquela notícia. Fica parada naquele nó, como se tivéssemos levado um murro sem reagir. A vida continua lá fora, continua nas pernas e nos braços. Na cabeça e no coração fica parada, angústia seca. Até acabar.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Querida M**
"Madinha, faz de conta que és o lobo mau. Está bem?"
Está bem!
Está sempre bem quando me chamas "madinha".
Sou a tua madrinha e brinco contigo ao faz de conta. Conto-te histórias enquanto ficas encostadinha a mim, no sofá, a virar as páginas do livro. Decoras as palavras exatas das tuas histórias favoritas e corriges-me quando as substituo por sinónimos mais simples. Serves-me chá de faz de conta feito com muito amor na tua cozinha de brincar e ralhas comigo quando o viro no chão. Adormeces no teu colo o boneco favorito da minha infância. Ensinas-me o nome dos teus desenhos animados favoritos. Falas comigo ao telefone e, de repente, a bebé que eu segurei nos meus braços apenas com horas de vida, parece uma menina muito crescida. Tens 3 anos e pareces uma menina muito crescida!
És refilona. Às vezes um bocadinho mimalha. Mostras a tua personalidade sem rodeios e muito menos receios. Mas és a menina mais carinhosa do mundo! És meiga e cuidadosa, preocupada e querida. Só tens 3 anos..
És a minha pretty litttle princess e eu amo-te muito, daqui até à lua e da lua até aqui, duas vezes!!
Está bem!
Está sempre bem quando me chamas "madinha".
Sou a tua madrinha e brinco contigo ao faz de conta. Conto-te histórias enquanto ficas encostadinha a mim, no sofá, a virar as páginas do livro. Decoras as palavras exatas das tuas histórias favoritas e corriges-me quando as substituo por sinónimos mais simples. Serves-me chá de faz de conta feito com muito amor na tua cozinha de brincar e ralhas comigo quando o viro no chão. Adormeces no teu colo o boneco favorito da minha infância. Ensinas-me o nome dos teus desenhos animados favoritos. Falas comigo ao telefone e, de repente, a bebé que eu segurei nos meus braços apenas com horas de vida, parece uma menina muito crescida. Tens 3 anos e pareces uma menina muito crescida!
És refilona. Às vezes um bocadinho mimalha. Mostras a tua personalidade sem rodeios e muito menos receios. Mas és a menina mais carinhosa do mundo! És meiga e cuidadosa, preocupada e querida. Só tens 3 anos..
És a minha pretty litttle princess e eu amo-te muito, daqui até à lua e da lua até aqui, duas vezes!!
quinta-feira, 19 de março de 2015
Liberdade de expressão
Em dezembro publiquei um texto que escrevi para um o jornal da paróquia. Este mês dei continuidade ao tema e achei que fazia todo o sentido que o texto do jornal viesse, novamente, parar aqui. Porque a liberdade de expressão, ou a liberdade em si, é tão complicada que ainda não a compreendemos bem..
Na
última edição do JoviJovem escrevi umas palavras, que não eram mais do que a
minha opinião pessoal, sobre a tolerância. Acabei o ano 2014 com a decisão de
que também tenho de ser mais tolerante, fazendo disso um objectivo para 2015. E
2015 lá começou envolto em festejos e sorrisos um pouco por todo o mundo. Mas o
ano não precisou de avançar muito para vermos em todas as televisões e jornais
notícias chocantes de terrorismo na nossa “quase” vizinha França.
À
morte de jornalistas de um dos mais famosos jornais satíricos do mundo, Charlie Hebdo, e de elementos das forças
policiais francesas, o mundo reagiu através das redes sociais assumindo: “Je
suis Charlie” – “Eu sou Charlie”. Lembro-me de pensar: o que é que isto
significa? O que é que significa dizer, neste momento, Eu sou Charlie?
Naturalmente que significava nada mais, nada menos do que uma grande revolta,
quase dor, provocada por aqueles atos inexplicáveis. Ninguém consegue ficar
indiferente portanto, somos todos Charlie?
O
que importa aqui, para bem da verdade, não é o Charlie Hebdo mas sim os ataques deliberados que se fazem à
liberdade de expressão. A liberdade de expressão é uma coisa muito bonita mas
demorou muito tempo a ser conquistada (recorde-se que em Portugal tem apenas 41
anos), parece-me por isso que não se deve fazer dela o que bem se entende sem
pensar nas consequências. É já antiga a conhecida frase que diz “A minha
liberdade termina onde começa a dos outros.”. Dito assim parece um poema pois,
na nossa humanidade, esquecemos muitas vezes as coisas quando não nos convém
lembrar. É duro, mas é mesmo assim.
O
que não deve acontecer é castigar quem nos ofende livremente de forma tão implacável.
Daí ser necessário termos sempre presente que devemos ser todos Charlie sem nos
esquecermos do respeito mútuo, das diferenças culturais e pessoais. Devemos ser
todos Charlie todos os dias e não apenas quando as notícias de terrorismo em
França ou na Nigéria nos deixam de lágrimas nos olhos. Devemos ser todos
Charlie não esquecendo que a tolerância é um bem essencial para a convivência
num mundo em que estamos apenas de passagem.
Na
exortação apostólica “A Alegria do Evangelho” o Papa Francisco diz: “É hora de
saber como projetar, numa cultura que privilegie o diálogo como forma de
encontro, a busca de consenso e de acordos mas sem a separar da preocupação por
uma sociedade justa, capaz de memória e sem exclusões. O autor principal, o
sujeito histórico deste processo, são as pessoas e a sua cultura, não uma
classe, uma fração, um grupo, uma elite. Não precisamos de um projeto de poucos
para poucos, ou de uma minoria esclarecida ou testemunhal que se aproprie de um
sentimento coletivo. Trata-se de um acordo para viver juntos, de um pacto
social e cultural.”. Se nos lembrarmos destas palavras e as projectarmos na
nossa vida talvez cada um de nós possa dizer: “Eu sou pela paz.”.
quarta-feira, 11 de março de 2015
Londres ***
Peter Pan - Hyde Park
National History Museum
Big Ben
London Yey
Nothing Hill
Tower Bridge
Um quase nada do tanto que foi Londres!
Três dias planeados ao minuto que resultaram numa verdadeira aventura numa cidade magnífica.
Ainda não sei o que me impressionou mais, se a multiculturalidade, se a oferta ilimitada de cultura, se a simpatia não normalmente reconhecida dos ingleses. Tudo superou as expectativas em largas medidas, mas a grandiosidade dos museus (a todos os níveis) foi marcante. A Abadia de Westminster foi o local mais tocante, por todos os motivos. E, claro, ver de frente aqueles monumentos icónicos como o Big Ben, o Palácio de Buckingham, a Torre de Londres ou a Tower Bridge é arrepiante...
Valeu tanto a pena que nem eu, nem os meus amigos queridos, companheiros de todas as horas, vemos a hora de repetir!
See you soon London *
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Os meus bolos
A primeira memória que tenho de fazer bolos vem de uma fotografia. Devia ter uns 4 anos. Estou em cima de uma cadeira, encostada à banca da cozinha, de colher de pau na mão, a bater um bolo naquela que é, ainda hoje, a minha taça preferida.
Acho que não há uma grande tradição cá em casa. Lembro-me da minha fazer muitas vezes bolo de iogurte e bolo mármore, quando era pequena. Mas não muito mais além disso. Contudo existem ainda cá em cadernos antigos, do tempo em que a minha mãe e a minha avó viviam em Cascais. Um deles, o maior, tem 3 caligrafias diferentes: a da minha avó, a da minha mãe e a minha que, ainda pequenita, já copiava as receitas que queria reproduzir.
Não me lembro qual foi o primeiro bolo que fiz (aquele da fotografia). Mas lembro-me de sempre ter gostado de fazer bolos, mais do que de comer (nunca fui muito gulosa..). Gosto de todo o processo: escolher a receita (estou sempre à procura de novos desafios!), comprar os ingredientes, pesar, juntar, mexer, sobretudo mexer - sentir a massa a ganhar corpo, perceber se está suficientemente arejada - colocar no forno e esperar, pacientemente, até estar cozido, enquanto aquele cheirinho inconfundível de bolo no forno inunda a casa inteira!
Mas para mim o processo de fazer um bolo não acaba ao desenformá-lo. Gosto de o "enfeitar". De o deixar bonito como se fosse para uma festa. Nem que seja apenas uma chuva de açúcar em pó, a decoração é essencial. Diz o ditado, e diz muito bem, que os olhos também comem (e os meus comem mais do que a minha boca!).
A decoração de bolos começou a chamar a minha atenção há uma meia dúzia de anos atrás. Comecei pelas decorações mais simples: o açúcar em pó, as flores, a fruta, o chanttilly, os confetis de chocolate e coloridos, o chocolate... Por essa altura começaram a estar na moda os bolos decorados com Pasta de Açúcar. Confesso que me apaixonei pelos trabalhos que ia vendo na Internet mas sempre achei que não era para mim. Nunca tive grande jeito para os trabalhos manuais, era uma nódoa a E.V na escola.. Mas tinha de experimentar, não se diz que não se gosta até se provar, certo?! Comecei pelo mais simples, cobrir um bolo e cortar umas decorações. Não sabia nada, tinha lido e visto umas imagens. Mas correu bem e fiquei tão orgulhosa de mim que hoje até me parece ridículo.
A curiosidade aumentou e comecei a fazer uns cursos e a treinar sempre que possível, usando como cobaia os meus amigos e a minha família.
Há 3 anos nasceu o maior desafio da minha vida, a minha afilhada. Fazer bolos para uma criança que nasce na 2ª década do século XXI é toda uma aventura, já se sabe. E este ano, no 3º aniversário, a piolha sentiu-se no direito (que não é de mais ninguém, afinal), de escolher um bolo diferente dos 4 sugeridos por mim.. Fiquei com um peso no estômago de medo de não conseguir fazer. É senso comum que as crianças dizem tão depressa "Gosto muito de ti madrinha!" como "Que bolo feio madrinha!", e o pior é que quase sempre é verdade o que elas dizem, embora nos custe muito ouvir.
Mais uma vez superei as minhas expectativas em mim mesma, e as de toda a gente. Não acredito que alguém pensasse que eu conseguia. E cá está ele, o bolo dos 3 porquinhos que a M adorou :-D
E que venham muitos desafios assim. E que o cheirinho de bolo no forno encha muitas vezes a minha cozinha e o meu coração *
Mas para mim o processo de fazer um bolo não acaba ao desenformá-lo. Gosto de o "enfeitar". De o deixar bonito como se fosse para uma festa. Nem que seja apenas uma chuva de açúcar em pó, a decoração é essencial. Diz o ditado, e diz muito bem, que os olhos também comem (e os meus comem mais do que a minha boca!).
A decoração de bolos começou a chamar a minha atenção há uma meia dúzia de anos atrás. Comecei pelas decorações mais simples: o açúcar em pó, as flores, a fruta, o chanttilly, os confetis de chocolate e coloridos, o chocolate... Por essa altura começaram a estar na moda os bolos decorados com Pasta de Açúcar. Confesso que me apaixonei pelos trabalhos que ia vendo na Internet mas sempre achei que não era para mim. Nunca tive grande jeito para os trabalhos manuais, era uma nódoa a E.V na escola.. Mas tinha de experimentar, não se diz que não se gosta até se provar, certo?! Comecei pelo mais simples, cobrir um bolo e cortar umas decorações. Não sabia nada, tinha lido e visto umas imagens. Mas correu bem e fiquei tão orgulhosa de mim que hoje até me parece ridículo.
A curiosidade aumentou e comecei a fazer uns cursos e a treinar sempre que possível, usando como cobaia os meus amigos e a minha família.
Há 3 anos nasceu o maior desafio da minha vida, a minha afilhada. Fazer bolos para uma criança que nasce na 2ª década do século XXI é toda uma aventura, já se sabe. E este ano, no 3º aniversário, a piolha sentiu-se no direito (que não é de mais ninguém, afinal), de escolher um bolo diferente dos 4 sugeridos por mim.. Fiquei com um peso no estômago de medo de não conseguir fazer. É senso comum que as crianças dizem tão depressa "Gosto muito de ti madrinha!" como "Que bolo feio madrinha!", e o pior é que quase sempre é verdade o que elas dizem, embora nos custe muito ouvir.
Mais uma vez superei as minhas expectativas em mim mesma, e as de toda a gente. Não acredito que alguém pensasse que eu conseguia. E cá está ele, o bolo dos 3 porquinhos que a M adorou :-D
E que venham muitos desafios assim. E que o cheirinho de bolo no forno encha muitas vezes a minha cozinha e o meu coração *
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Mulher
"Ninguém me peça, tente, exija, que regresse à clausura dos outros."
in Novas Cartas Portuguesas
É impressionante como, em pleno séc. XXI, a mulher vive ainda em clausura. Talvez seja demasiado feminista, ou generalista, esta minha afirmação. Mas não será verdade?
No final de 2014 foram muitas as notícias que encheram os telejornais com o número de mulheres que morrem por ano vítimas de violência doméstica. É tão grande esse número que nem merece ser mencionado. Parece falso. Mas e real. Em pleno séc. XXI há mulheres que morrem nas mãos dos seus maridos, dos homens com quem escolheram partilhar a sua vida, a sua intimidade. Facilmente de apela à denúncia. Pede-se a estas mulheres que apresentem queixas, que saiam das suas casas. Mas esquece-se de que, muitas vezes (tantas vezes), as queixas ficam apenas no papel e as casas são o único teto que têm para os seus filhos. E assim a mulher sujeita-se, mais uma vez, à clausura.
Podia escrever linhas sem fim, mas vou apenas partilhar o site de duas apresentadoras da TV portuguesa: Rita Ferro Rodrigues e Iva Domingues. Elas acreditam que "a Maria" (mulher) é Capaz. Eu também!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Festas
Hoje é véspera de Reis: acabaram as festas.
Cá em casa o Natal nunca foi "aquela festa", talvez por toda a minha família ser bastante nostálgica. Dos natais de criança lembro-me muito pouco, um ou outro presente, as pessoas, os sonhos que a minha avó já não faz. Para mim o Natal foi ganhando importância à medida que fui crescendo, em idade e na fé. Sei que a catequese e os grupos corais estão intimamente ligados ao crescimento da importância do Natal na minha vida. Viver o Natal à luz das Sagradas Escrituras deu-me outra perspetiva, mostrou-me a verdadeira alegria e o verdadeiro significado desta quadra festiva e eu sou mais feliz por isso.
Apesar de tudo, este Natal passou-me um bocadinho ao lado e nem sei bem explicar porquê. O Concerto de Natal, organizado pelo Grupo Coral de Jovim aconteceu e correu lindamente. O tempo de preparação para este momento é longo, quer a nível de ensaios, quer a nível de preparação logística, o que talvez tenha contribuído para este sensação de "já era". A avó tem estado doente: começou pouco antes do Natal e tem-se arrastado. Este será, sem dúvida, o motivo principal. A preocupação acaba por se sobrepor a tudo o resto. Julgo que o facto de estar sem trabalho também terá ajudado, embora isso me tenha permitido fazer alguns dos presentes que ofereci, estudar receitas novas para as festas, decorar a casa a preceito... Bem, o que é certo é que já passou. Amanhã é o último dia da árvore de Natal, da minha e daquela lindíssima na Avenida dos Aliados. Mas não importa. Em dezembro será Natal outra vez e o nascimento de Jesus há-de estar a aquecer o coração ao longo de todo o ano.
A passagem de ano fez-se aqui por casa, em família e, mais tarde, com os amigos, os de sempre! Essa aí em cima é a primeira lua de 2015, vista da praia... Sim, da praia, com um frio de rachar! Só eu para ir na conversa daqueles grandes malucos. Família, espumante, mantas, abraços, brindes, sorrisos, frio, ternura...que nunca faltem nos próximos 360 dias.
E que 2015 seja um ano bom, de saúde, trabalho, aventuras, sonhos, um ano de paz. Para todos.
Feliz Ano Novo *
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