Houve um tempo em que tudo era azul
E em que o azul era saudade
E sempre que maio chega e se vê o Porto cheio de trajes negros e t-shirts de todas as cores é impossível não lembrar, não reviver na memória aqueles 5 anos.
E a melhor memória há-de sempre ser aquele abraço de capas negras, de saudade infinita...
quinta-feira, 30 de abril de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Tudo tem um fim
Quando nos tiram o chão, mesmo que lá fora seja primavera, os passarinhos cantem e o cheiro das flores voe até ao céu, não há nada que nos faça sorrir.
Em nós fica só aquele nó no estômago, aquela vontade de vomitar e de chorar sem parar.
Vai-se a fome, vão-se as forças, vai-se a vontade de tudo e de nada.
Tudo tem um fim. Sim, todos sabemos isso. Mas viver no faz de conta que o fim não vai chegar é mais fácil, menos doloroso. Estar sempre à espera que ele chegue, viver com isso agarrado a nós, entranhado na pele, é a pior sensação do mundo.
Talvez o problema seja psicológico, não podemos pensar sempre nisso, a vida continua, diriam os entendidos, os psicólogos e os amigos. Mas há dias em que, em nós, a vida não continua. Fica parada naquele momento, naquela notícia. Fica parada naquele nó, como se tivéssemos levado um murro sem reagir. A vida continua lá fora, continua nas pernas e nos braços. Na cabeça e no coração fica parada, angústia seca. Até acabar.
Em nós fica só aquele nó no estômago, aquela vontade de vomitar e de chorar sem parar.
Vai-se a fome, vão-se as forças, vai-se a vontade de tudo e de nada.
Tudo tem um fim. Sim, todos sabemos isso. Mas viver no faz de conta que o fim não vai chegar é mais fácil, menos doloroso. Estar sempre à espera que ele chegue, viver com isso agarrado a nós, entranhado na pele, é a pior sensação do mundo.
Talvez o problema seja psicológico, não podemos pensar sempre nisso, a vida continua, diriam os entendidos, os psicólogos e os amigos. Mas há dias em que, em nós, a vida não continua. Fica parada naquele momento, naquela notícia. Fica parada naquele nó, como se tivéssemos levado um murro sem reagir. A vida continua lá fora, continua nas pernas e nos braços. Na cabeça e no coração fica parada, angústia seca. Até acabar.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Querida M**
"Madinha, faz de conta que és o lobo mau. Está bem?"
Está bem!
Está sempre bem quando me chamas "madinha".
Sou a tua madrinha e brinco contigo ao faz de conta. Conto-te histórias enquanto ficas encostadinha a mim, no sofá, a virar as páginas do livro. Decoras as palavras exatas das tuas histórias favoritas e corriges-me quando as substituo por sinónimos mais simples. Serves-me chá de faz de conta feito com muito amor na tua cozinha de brincar e ralhas comigo quando o viro no chão. Adormeces no teu colo o boneco favorito da minha infância. Ensinas-me o nome dos teus desenhos animados favoritos. Falas comigo ao telefone e, de repente, a bebé que eu segurei nos meus braços apenas com horas de vida, parece uma menina muito crescida. Tens 3 anos e pareces uma menina muito crescida!
És refilona. Às vezes um bocadinho mimalha. Mostras a tua personalidade sem rodeios e muito menos receios. Mas és a menina mais carinhosa do mundo! És meiga e cuidadosa, preocupada e querida. Só tens 3 anos..
És a minha pretty litttle princess e eu amo-te muito, daqui até à lua e da lua até aqui, duas vezes!!
Está bem!
Está sempre bem quando me chamas "madinha".
Sou a tua madrinha e brinco contigo ao faz de conta. Conto-te histórias enquanto ficas encostadinha a mim, no sofá, a virar as páginas do livro. Decoras as palavras exatas das tuas histórias favoritas e corriges-me quando as substituo por sinónimos mais simples. Serves-me chá de faz de conta feito com muito amor na tua cozinha de brincar e ralhas comigo quando o viro no chão. Adormeces no teu colo o boneco favorito da minha infância. Ensinas-me o nome dos teus desenhos animados favoritos. Falas comigo ao telefone e, de repente, a bebé que eu segurei nos meus braços apenas com horas de vida, parece uma menina muito crescida. Tens 3 anos e pareces uma menina muito crescida!
És refilona. Às vezes um bocadinho mimalha. Mostras a tua personalidade sem rodeios e muito menos receios. Mas és a menina mais carinhosa do mundo! És meiga e cuidadosa, preocupada e querida. Só tens 3 anos..
És a minha pretty litttle princess e eu amo-te muito, daqui até à lua e da lua até aqui, duas vezes!!
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