quinta-feira, 19 de março de 2015

Liberdade de expressão

Em dezembro publiquei um texto que escrevi para um o jornal da paróquia. Este mês dei continuidade ao tema e achei que fazia todo o sentido que o texto do jornal viesse, novamente, parar aqui. Porque a liberdade de expressão, ou a liberdade em si, é tão complicada que ainda não a compreendemos bem..

Na última edição do JoviJovem escrevi umas palavras, que não eram mais do que a minha opinião pessoal, sobre a tolerância. Acabei o ano 2014 com a decisão de que também tenho de ser mais tolerante, fazendo disso um objectivo para 2015. E 2015 lá começou envolto em festejos e sorrisos um pouco por todo o mundo. Mas o ano não precisou de avançar muito para vermos em todas as televisões e jornais notícias chocantes de terrorismo na nossa “quase” vizinha França.
À morte de jornalistas de um dos mais famosos jornais satíricos do mundo, Charlie Hebdo, e de elementos das forças policiais francesas, o mundo reagiu através das redes sociais assumindo: “Je suis Charlie” – “Eu sou Charlie”. Lembro-me de pensar: o que é que isto significa? O que é que significa dizer, neste momento, Eu sou Charlie? Naturalmente que significava nada mais, nada menos do que uma grande revolta, quase dor, provocada por aqueles atos inexplicáveis. Ninguém consegue ficar indiferente portanto, somos todos Charlie?
O que importa aqui, para bem da verdade, não é o Charlie Hebdo mas sim os ataques deliberados que se fazem à liberdade de expressão. A liberdade de expressão é uma coisa muito bonita mas demorou muito tempo a ser conquistada (recorde-se que em Portugal tem apenas 41 anos), parece-me por isso que não se deve fazer dela o que bem se entende sem pensar nas consequências. É já antiga a conhecida frase que diz “A minha liberdade termina onde começa a dos outros.”. Dito assim parece um poema pois, na nossa humanidade, esquecemos muitas vezes as coisas quando não nos convém lembrar. É duro, mas é mesmo assim.
O que não deve acontecer é castigar quem nos ofende livremente de forma tão implacável. Daí ser necessário termos sempre presente que devemos ser todos Charlie sem nos esquecermos do respeito mútuo, das diferenças culturais e pessoais. Devemos ser todos Charlie todos os dias e não apenas quando as notícias de terrorismo em França ou na Nigéria nos deixam de lágrimas nos olhos. Devemos ser todos Charlie não esquecendo que a tolerância é um bem essencial para a convivência num mundo em que estamos apenas de passagem.

Na exortação apostólica “A Alegria do Evangelho” o Papa Francisco diz: “É hora de saber como projetar, numa cultura que privilegie o diálogo como forma de encontro, a busca de consenso e de acordos mas sem a separar da preocupação por uma sociedade justa, capaz de memória e sem exclusões. O autor principal, o sujeito histórico deste processo, são as pessoas e a sua cultura, não uma classe, uma fração, um grupo, uma elite. Não precisamos de um projeto de poucos para poucos, ou de uma minoria esclarecida ou testemunhal que se aproprie de um sentimento coletivo. Trata-se de um acordo para viver juntos, de um pacto social e cultural.”. Se nos lembrarmos destas palavras e as projectarmos na nossa vida talvez cada um de nós possa dizer: “Eu sou pela paz.”.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Londres ***


Peter Pan - Hyde Park


National History Museum


Big Ben


London Yey


Nothing Hill


Tower Bridge



Um quase nada do tanto que foi Londres!
Três dias planeados ao minuto que resultaram numa verdadeira aventura numa cidade magnífica.
Ainda não sei o que me impressionou mais, se a multiculturalidade, se a oferta ilimitada de cultura, se a simpatia não normalmente reconhecida dos ingleses. Tudo superou as expectativas em largas medidas, mas a grandiosidade dos museus (a todos os níveis) foi marcante. A Abadia de Westminster foi o local mais tocante, por todos os motivos. E, claro, ver de frente aqueles monumentos icónicos como o Big Ben, o Palácio de Buckingham, a Torre de Londres ou a Tower Bridge é arrepiante...
Valeu tanto a pena que nem eu, nem os meus amigos queridos, companheiros de todas as horas, vemos a hora de repetir!

See you soon London *