terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Domingos




Há poucas coisas boas na vida como um domingo em família!
Passar o dia com as pessoas que nos conhecem melhor, no aconchego da casa que nos viu crescer, com a mesa cheia para o lanche. Cá em casa somos poucos, mas somos muito bons! Bons uns para os outros e uns com os outros. Passamos a vida a ralhar, mas amamo-nos de forma surreal.. E isso vê-se quando nos sentamos à mesa a beber um chá e a comer uma fatia de bolo. Quando acolhemos um amigo para passar o dia connosco e não queremos que se vá embora. Quando nos rimos desalmadamente dos disparates que dizemos sem pudor.
Este fim de semana foi assim, quentinho. Com a família, com os amigos, com bolo e húngaros caseiros, com as primeiras luzes de Natal. Se for sempre assim, há-se ser sempre muito bom.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Tolerância

Há algum tempo atrás comecei a escrever para o jornal da paróquia onde vivo. Sempre gostei de escrever. Escrever podia ser a minha vida. O jornal é trimestral e, para o último jornal do ano pediram-me que escrevesse sobre o Dia Internacional da Tolerância. Não sei nada sobre esse dia. Mas sei alguma coisa sobre a tolerância, mais ainda sobre a intolerância - parece-me que é um mal geral.
Fica aqui o texto, na esperança de tocar alguém (se eventualmente alguém ler este blog).

Dia Internacional da Tolerância - A importância do respeito mútuo
O Dia Internacional para a Tolerância, celebrado a 16 de novembro de cada ano foi Instituído pela ONU em 1995, numa declaração assinada por 185 Estados. Esta é, de facto, uma data digna de ser marcada no calendário e de ser celebrada todos os anos. A tolerância é um dom e, acima de tudo, é um dever.
O líder espiritual Mahatma Gandhi disse um dia, “A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos.”. É por isto que, sendo um dom, a tolerância é um dom difícil. Porquê? Porque todos pensamos e vemos as coisas de forma diferente, porque todos nós somos diferentes. E as diferenças de que falo não apenas culturais e religiosas – essas são muito grandes mas, por vezes, mais facilmente ultrapassáveis. Somos diferentes enquanto pessoas, identificamo-nos com coisas e com pessoas diferentes. Gostamos de coisas diferentes. Queremos coisas diferentes. E tudo isso é natural e legítimo. Dá vontade de dizer que é normal, se conseguirmos definir “normal”. Mas a tolerância é um dom que se adquire através do respeito que temos para com os outros e, sobretudo, para com nós mesmos.
É fácil falar de tolerância religiosa: ficamos impressionados com a recente visita do Papa Francisco à Turquia (país maioritariamente islâmico), e com forma como defendeu e apelou ao diálogo entre religiões. Mas facilmente nos esquecemos de defender a Paz dentro da nossa casa, do nosso local de trabalho, da nossa paróquia.. Esquecemo-nos de ser tolerantes e de respeitar as ideias que são diferentes das nossas porque achamos com forte convicção que as nossas são muito melhores. Esquecemo-nos de ser tolerantes com as crianças porque são crianças e se esquecem facilmente de cumprir regras. Esquecemo-nos de ser tolerantes com os mais velhos, que estão cansados e já não têm forças para fazer as coisas que ficarão para sempre no antigamente. Com os patrões que lidam com dificuldades económicas e fazem ginástica para manter os funcionários. Com os empregados que precisam de dinheiro para pôr comida na mesa. Com o governo por causa de tudo e por causa de nada, porque sim. Com os professores, com o merceeiro, com os catequistas, com o padre, com nós mesmos…até com os animais, que não têm pensamento, mas têm sentimento.

Podemos culpar a globalização, o stress… Ou podemos, nem que seja uma vez por anos, lembrarmo-nos das palavras de Gandhi e renovar o compromisso que assumimos com nós próprios de sermos mais tolerantes, connosco e com os outros. De respeitarmos o que somos e o que poderemos vir a ser. Assim será mais fácil responder ao apelo do Papa Francisco e fazer da nossa missão a alegria do evangelho. 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Os últimos dias variaram entre o Muito Bom e o Mau...
Sexta feira foi um dia de mimos, muitos beijos e festinhas! De vermos os desenhos animados cobertas com uma mantinha. De dançarmos como bailarinas ao som da Bela e o Monstro e darmos comidinha aos bonecos! Foi bom, tão bom...
O fim de semana também andou ao mesmo nível: rodeada dos melhores amigos do mundo, mesmo dos que estão mais longe. E cheirou a outono: à canela e ao gengibre que deram um sabor mais intenso ao bolo de cenoura que levei para o magusto do Grupo Coral!
Para contrabalançar houve as idas ao dentista. As anestesias que não pegavam, os medicamentos com efeitos secundários... Nunca tive medo de dentistas mas desta vez estou um bocadinho farta, e isto está longe de acabar!
Aniway, vou recolher receitas novas de bolachinhas e bicoitos para a época do Natal!!!!!!!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Galveias


Comecei hoje, finalmente, a lê-lo.
Como me acontece com todos os livros do JLP, terei de me esforçar para ler apenas um capítulo (ou dois!) por dia, de forma a fazer o livro render. Li o primeiro capítulo e tive uma vontade voraz de o ler ´todo de uma só vez... Mas depois vem-me ao pensamento aquela angústia do fim. Aquele nó no estômago de não haver mais. Não é um sentimento novo no que toca aos livros deste ENORME escritor. Só não queria sentir isso nunca mais, como se ele pudesse escrever todos os meses um livro novo para saciar a sede dos seus muitos leitores ávidos, como eu.
Recomendo: Galveias e todos os outros.

"Nesse momento preciso, caiu a primeira gota.
Logo a seguir, uma chuva mundial. Era o céu inteiro que chovia."

Chove lá fora. Mas há sempre sol quando se tem um livro na mão.

domingo, 9 de novembro de 2014

Família



Esta é a minha segunda família: o Grupo Coral de Jovim.
Fui eu que escolhi pertencer-lhe e, 11 anos depois, orgulho-me desta escolha!
Nesta família há pessoas muito diferentes: em idade, em pensamento, em feitio..como em todas as famílias. Mas há, acima de tudo, corações enormes, bonitos, cheios de bondade.
Há avós que ganharam mais netos, mães que ganharam mais filhos, irmãos que ganharam mais irmãos e amigos, amigos de verdade, que fortalecem laços dia após dia.
Quando esta família se reúne há sempre música no ar! E sorrisos abertos. E gargalhadas altas! Por vezes há discussões, trocas de opiniões mais intensas, porque temos opiniões diferentes e diversas maneiras de pensar mas queremos chegar juntos à melhor solução. É assim em todas as famílias.
Esta família está sempre atenta a todos os que dela fazem parte: apoia nos momentos mais difíceis de cada um, pergunta, preocupa-se, partilha silêncios e dores.
E adora festas, convívios, mesas cheias de gente à volta!!
É uma família que está sempre a crescer e tem sempre os braços abertos para receber quem chega.
É minha família há 11 anos e há-de ser por muitos mais.



sábado, 8 de novembro de 2014

Chuva



Não sei bem se é da chuva que não para de cair, hoje sinto-me Clementine *

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Outono

O outono sempre foi a minha estação do ano. Não deixa de ser estranho pelo facto de, para mim, 20º serem temperatura de inverno e de a chuva não ser exatamente motivo para me verem um sorriso. Mas a verdade é que sempre vi magia no outono. Na brisa que com o passar dos dias se torna vento. No cair das folhas com as suas cores garridas, vestidas de festa, balançando em jeito de dança. No cheiro de um bolo que se quer comer morno a sair do forno. Numa chávena de chá, alma gémea de uma manta a cobrir-nos no sofá da sala. No sabor doce das uvas, dos figos, das castanhas; na cor garrida das abóboras e nos bagos pequenos das romãs. Nas primeiras camisolas quentes e nos casacos de carapuço..
A completar a magia há a voz deste maravilhoso músico que me enche alma com cada canção. E esta tem o teu nome, Outono.

E há flores e há cores e há folhas no chão 
que podem não voltar... 
podes não voltar. 
Mas é eterno em nós 
e não vai sair...


https://www.youtube.com/watch?v=EAs3vdjVfoY

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

95 anos de Sophia

Para Atravessar Contigo o Deserto do MundoPara atravessar contigo o deserto do mundo 
Para enfrentarmos juntos o terror da morte 
Para ver a verdade para perder o medo 
Ao lado dos teus passos caminhei 

Por ti deixei meu reino meu segredo 
Minha rápida noite meu silêncio 
Minha pérola redonda e seu oriente 
Meu espelho minha vida minha imagem 
E abandonei os jardins do paraíso 

Cá fora à luz sem véu do dia duro 
Sem os espelhos vi que estava nua 
E ao descampado se chamava tempo 

Por isso com teus gestos me vestiste 
E aprendi a viver em pleno vento