Comunicando
“o
tempo e o espaço foram superados, e o homem tornou-se um cidadão do mundo,
co-participante e testemunha dos acontecimentos mais distantes e das
vicissitudes de toda a humanidade.” Estas foram as palavras do Papa Paulo VI na
mensagem que escreveu para o 1º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a 7 de
maio de 1967.
Esta
celebração foi proposta no Concílio Vaticano II e teve como objetivo
sensibilizar a Igreja e a comunidade católica para a importância que os meios
de comunicação social já assumiam na época.
Se
na década de 60 os meios de comunicação social eram muito importantes,
actualmente podemos dizer que são imprescindíveis. Os jornais, a rádio, a
televisão e até o cinema fazem parte do dia-a-dia de grande parte da população
mundial e estão, cada vez mais, à distância de um mero “clic”. A Internet é, em
plena segunda década do século XXI o meio de comunicação social por excelência,
encerrando nela todos os outros já existentes e acrescentando as redes sociais,
através das quais podemos entrar em contacto direto com o outro lado do mundo.
Aquando
da instituição da primeira comemoração desta data, o Papa Paulo VI lembrava que
a missão dos meios de comunicação social era a de divulgar a palavra, difundir
o pensamento, a imagem, a informação, a publicidade. Contudo, deixava também a
ressalva de que ao concretizar a sua missão, os meios de comunicação social
exerciam uma forte influência na opinião pública e no modo de pensar.
De
facto, aquilo que lemos nos jornais, ouvimos na rádio ou até mesmo o que vemos
num filme influencia a forma como vemos tudo o que nos rodeia. Mais ainda
quando se trata da população mais jovem, aberta a novas descobertas em todas as
áreas, disposta a descobrir tudo o que a rodeia. Por isso os meios de
comunicação social devem concretizar a sua missão com o máximo de
responsabilidade, fugindo à publicidade enganosa. Da mesma forma, quem recebe a
informação deve procurar saber ler nas entrelinhas de maneira a não correr o
risco de se deixar levar por informação incompleta ou enganosa.
Por
outro lado, os meios de comunicação também não podem ser sujeitos a pressões
indevidas e ilógicas, quer sejam políticas ou económicas, que limitem a
liberdade de expressão e o dever de informar a sociedade. Infelizmente, em
pleno século XXI, todos temos consciência de que isso ainda acontece em todas
as partes do mundo. Torna-se assim também um dever de cada um de nós o de
procurar, pesquisar, denunciar até.
No
Concílio Vaticano II a Igreja mostrou-se preocupada com aqueles que trabalham
para nos manter a par da atualidade, de tal forma que, todos os anos, no
domingo que antecede o Pentecostes, todos os católicos rezam por eles e se
comprometem a estar atentos ao mundo que os rodeia.
A
comunicação social é e vai continuar a ser uma das ferramentas mais preciosas
para uso da humanidade. Parte de cada um de nós, profissional ou não, saber
fazer dela o uso mais sábio.