Acho que não há uma grande tradição cá em casa. Lembro-me da minha fazer muitas vezes bolo de iogurte e bolo mármore, quando era pequena. Mas não muito mais além disso. Contudo existem ainda cá em cadernos antigos, do tempo em que a minha mãe e a minha avó viviam em Cascais. Um deles, o maior, tem 3 caligrafias diferentes: a da minha avó, a da minha mãe e a minha que, ainda pequenita, já copiava as receitas que queria reproduzir.
Não me lembro qual foi o primeiro bolo que fiz (aquele da fotografia). Mas lembro-me de sempre ter gostado de fazer bolos, mais do que de comer (nunca fui muito gulosa..). Gosto de todo o processo: escolher a receita (estou sempre à procura de novos desafios!), comprar os ingredientes, pesar, juntar, mexer, sobretudo mexer - sentir a massa a ganhar corpo, perceber se está suficientemente arejada - colocar no forno e esperar, pacientemente, até estar cozido, enquanto aquele cheirinho inconfundível de bolo no forno inunda a casa inteira!
Mas para mim o processo de fazer um bolo não acaba ao desenformá-lo. Gosto de o "enfeitar". De o deixar bonito como se fosse para uma festa. Nem que seja apenas uma chuva de açúcar em pó, a decoração é essencial. Diz o ditado, e diz muito bem, que os olhos também comem (e os meus comem mais do que a minha boca!).
A decoração de bolos começou a chamar a minha atenção há uma meia dúzia de anos atrás. Comecei pelas decorações mais simples: o açúcar em pó, as flores, a fruta, o chanttilly, os confetis de chocolate e coloridos, o chocolate... Por essa altura começaram a estar na moda os bolos decorados com Pasta de Açúcar. Confesso que me apaixonei pelos trabalhos que ia vendo na Internet mas sempre achei que não era para mim. Nunca tive grande jeito para os trabalhos manuais, era uma nódoa a E.V na escola.. Mas tinha de experimentar, não se diz que não se gosta até se provar, certo?! Comecei pelo mais simples, cobrir um bolo e cortar umas decorações. Não sabia nada, tinha lido e visto umas imagens. Mas correu bem e fiquei tão orgulhosa de mim que hoje até me parece ridículo.
A curiosidade aumentou e comecei a fazer uns cursos e a treinar sempre que possível, usando como cobaia os meus amigos e a minha família.
Há 3 anos nasceu o maior desafio da minha vida, a minha afilhada. Fazer bolos para uma criança que nasce na 2ª década do século XXI é toda uma aventura, já se sabe. E este ano, no 3º aniversário, a piolha sentiu-se no direito (que não é de mais ninguém, afinal), de escolher um bolo diferente dos 4 sugeridos por mim.. Fiquei com um peso no estômago de medo de não conseguir fazer. É senso comum que as crianças dizem tão depressa "Gosto muito de ti madrinha!" como "Que bolo feio madrinha!", e o pior é que quase sempre é verdade o que elas dizem, embora nos custe muito ouvir.
Mais uma vez superei as minhas expectativas em mim mesma, e as de toda a gente. Não acredito que alguém pensasse que eu conseguia. E cá está ele, o bolo dos 3 porquinhos que a M adorou :-D
E que venham muitos desafios assim. E que o cheirinho de bolo no forno encha muitas vezes a minha cozinha e o meu coração *
Mas para mim o processo de fazer um bolo não acaba ao desenformá-lo. Gosto de o "enfeitar". De o deixar bonito como se fosse para uma festa. Nem que seja apenas uma chuva de açúcar em pó, a decoração é essencial. Diz o ditado, e diz muito bem, que os olhos também comem (e os meus comem mais do que a minha boca!).
A decoração de bolos começou a chamar a minha atenção há uma meia dúzia de anos atrás. Comecei pelas decorações mais simples: o açúcar em pó, as flores, a fruta, o chanttilly, os confetis de chocolate e coloridos, o chocolate... Por essa altura começaram a estar na moda os bolos decorados com Pasta de Açúcar. Confesso que me apaixonei pelos trabalhos que ia vendo na Internet mas sempre achei que não era para mim. Nunca tive grande jeito para os trabalhos manuais, era uma nódoa a E.V na escola.. Mas tinha de experimentar, não se diz que não se gosta até se provar, certo?! Comecei pelo mais simples, cobrir um bolo e cortar umas decorações. Não sabia nada, tinha lido e visto umas imagens. Mas correu bem e fiquei tão orgulhosa de mim que hoje até me parece ridículo.
A curiosidade aumentou e comecei a fazer uns cursos e a treinar sempre que possível, usando como cobaia os meus amigos e a minha família.
Há 3 anos nasceu o maior desafio da minha vida, a minha afilhada. Fazer bolos para uma criança que nasce na 2ª década do século XXI é toda uma aventura, já se sabe. E este ano, no 3º aniversário, a piolha sentiu-se no direito (que não é de mais ninguém, afinal), de escolher um bolo diferente dos 4 sugeridos por mim.. Fiquei com um peso no estômago de medo de não conseguir fazer. É senso comum que as crianças dizem tão depressa "Gosto muito de ti madrinha!" como "Que bolo feio madrinha!", e o pior é que quase sempre é verdade o que elas dizem, embora nos custe muito ouvir.
Mais uma vez superei as minhas expectativas em mim mesma, e as de toda a gente. Não acredito que alguém pensasse que eu conseguia. E cá está ele, o bolo dos 3 porquinhos que a M adorou :-D
E que venham muitos desafios assim. E que o cheirinho de bolo no forno encha muitas vezes a minha cozinha e o meu coração *
