quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Mulher

"Ninguém me peça, tente, exija, que regresse à clausura dos outros."
in Novas Cartas Portuguesas

É impressionante como, em pleno séc. XXI, a mulher vive ainda em clausura. Talvez seja demasiado feminista, ou generalista, esta minha afirmação. Mas não será verdade?
No final de 2014 foram muitas as notícias que encheram os telejornais com o número de mulheres que morrem por ano vítimas de violência doméstica. É tão grande esse número que nem merece ser mencionado. Parece falso. Mas e real. Em pleno séc. XXI há mulheres que morrem nas mãos dos seus maridos, dos homens com quem escolheram partilhar a sua vida, a sua intimidade. Facilmente de apela à denúncia. Pede-se a estas mulheres que apresentem queixas, que saiam das suas casas. Mas esquece-se de que, muitas vezes (tantas vezes), as queixas ficam apenas no papel e as casas são o único teto que têm para os seus filhos. E assim a mulher sujeita-se, mais uma vez, à clausura.
Podia escrever linhas sem fim, mas vou apenas partilhar o site de duas apresentadoras da TV portuguesa: Rita Ferro Rodrigues e Iva Domingues. Elas acreditam que "a Maria" (mulher) é Capaz. Eu também!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Festas




Hoje é véspera de Reis: acabaram as festas.
Cá em casa o Natal nunca foi "aquela festa", talvez por toda a minha família ser bastante nostálgica. Dos natais de criança lembro-me muito pouco, um ou outro presente, as pessoas, os sonhos que a minha avó já não faz. Para mim o Natal foi ganhando importância à medida que fui crescendo, em idade e na fé. Sei que a catequese e os grupos corais estão intimamente ligados ao crescimento da importância do Natal na minha vida. Viver o Natal à luz das Sagradas Escrituras deu-me outra perspetiva, mostrou-me a verdadeira alegria e o verdadeiro significado desta quadra festiva e eu sou mais feliz por isso.
Apesar de tudo, este Natal passou-me um bocadinho ao lado e nem sei bem explicar porquê. O Concerto de Natal, organizado pelo Grupo Coral de Jovim aconteceu e correu lindamente. O tempo de preparação para este momento é longo, quer a nível de ensaios, quer a nível de preparação logística, o que talvez tenha contribuído para este sensação de "já era". A avó tem estado doente: começou pouco antes do Natal e tem-se arrastado. Este será, sem dúvida, o motivo principal. A preocupação acaba por se sobrepor a tudo o resto. Julgo que o facto de estar sem trabalho também terá ajudado, embora isso me tenha permitido fazer alguns dos presentes que ofereci, estudar receitas novas para as festas, decorar a casa a preceito... Bem, o que é certo é que já passou. Amanhã é o último dia da árvore de Natal, da minha e daquela lindíssima na Avenida dos Aliados. Mas não importa. Em dezembro será Natal outra vez e o nascimento de Jesus há-de estar a aquecer o coração ao longo de todo o ano.
A passagem de ano fez-se aqui por casa, em família e, mais tarde, com os amigos, os de sempre! Essa aí em cima é a primeira lua de 2015, vista da praia... Sim, da praia, com um frio de rachar! Só eu para ir na conversa daqueles grandes malucos. Família, espumante, mantas, abraços, brindes, sorrisos, frio, ternura...que nunca faltem nos próximos 360 dias.
E que 2015 seja um ano bom, de saúde, trabalho, aventuras, sonhos, um ano de paz. Para todos.

Feliz Ano Novo *